quinta-feira, março 08, 2012

É preciso lata


Estou a ouvir, na TVI24, uma jovem deputada do PSD dizer, a propósito da duplicação do pagamento das portagens ao Eng.º Ferreira do Amaral na pessoa da Lusoponte, dizer que não pode haver alterações unilaterais dos contratos.


Bem, a senhora deputada, em bom rigor, se não tiver cuidado acaba expulsa do PSD. Então mas ela não tem conhecimento do que tem acontecido aos pensionista? Aos funcionários públicos? Aos doentes que precisam de aceder aos cuidados de saúde. Bom, a senhora deputada, das duas uma: ou é muito corajosa (hipótese que não parece muito provável) ou tem uma grandessíssima falta de lata. Enfim...

sábado, junho 11, 2011

Sugestão (Educação)

É natural, quando um governo muda, que o novo venha dizer que o défice das contas públicas era muito mais grave do que aquele que era anunciado pelo governo cessante.
Aconteceu assim com Guterres quando substituiu Cavaco; com Durão quando susbstituiu Guterres; com Sócrates quando substiuiu Santana/Portas.

Agora, considerando que a situação económica do país não pode ser pior e, no que diz respeito a contas públicas, que os portugueses já estão suficientemente deprimidos, será que não valeria a pena deixar o défice económico em paz e averiguar o verdadeiro défice educativo provocado por Lurdes Rodrigues nestes seis anos de desvario político? Onde, durante estes seis anos e sem qualquer pudor, estes senhores se serviram dos nossos filhos como armas (estatísticas) políticas?

Não é vingança nem caça às bruxas... simplesmente é importante que haja memória!

domingo, junho 05, 2011

Opsss... aí vem preocupação!!!

Beeemmmm... o «homem» acabou de dizer que vai sair da vida política.

OK... já todos sabemos o que isso significa, não sabemos?

Mentiroso como é, todos sabemos que começou hoje a preparar a sua candidatura a presidente da república.

Estamos bem, estamos...

(pronto, está visto! Vou continuar monárquico por mais um bom par de anos!)

Champanhe

É evidente que hoje abri uma garrafa de champanhe. Eram 8 horas certinhas.
Não... não estou a festejar a vitória dos vitoriosos mas a derrota dos derrotados.

No momento do voto, vi na minha cabeça a imagem:
a) da Maria de Lurdes Rodrigues, a mulher que me destruiu a vida;
b) da Maria de Lurdes Rodrigues, a mulher que destruiu o ensino público em portugal ao transformar os nossos alunos e os nossos filhos em estatísticas viciadas para apresentar em Bruxelas;
c) de Vieira da Silva, o homem (agá pequeno) que, em conjunto com Maria de Lurdes Rodrigues, retirou a milhares de protugueses o direito à greve (a chamada [erradamente] greve aos exames em 2005);
d) de Correia de Campos que se fartou de fechar Centros de Saúde, Maternidades e uma enormidade de cuidados médicos por todo o país (e que, já agora, é responsável por um conjunto significativo de mortes);
e) de José Magalhães, o homem que mandou a polícia vigiar os professores que se atreveram a fazer uma manifestação contra Lurdes Rodrigues (não, não serve de atenuante o facto de ser natural todos terem medo da senhora Lurdes);
f) Pedro Silva Pereira, por nenhum motivo em especial... só pela arrogância e pelo ar de ... (bom, não digo... sou pliticamente correto);

Por isto tudo abri uma garrafa de Champanhe.
Estou feliz? Não, claro que não. O que aí vem é muito pior do que tudo isto que enunciei. Mas pelo menos:
a) os criminosos foram politicamente responsabilizados;
b) os mentirosos foram politicamente responsabilizados;
c) o PS vai ter oportunidade de voltar a ser um partido de esquerda humanista;
e...

a avaliação de professores vai finalmente pelo cano abaixo.
(até pode não ir.. mas aí, Pedro Passos Coelho é muito mais mentiroso e desonesto do que aquilo que já se imagina que seja).

Bem, mas hoje não se pensa em preocupações... apenas em...

tchim, tchim...

(hummm o champanhe é bom!)

quinta-feira, outubro 21, 2010

Na mesma


Verdade, verdadinha a coisa está na mesma mas para pior.

Refiro-me à situação da escola pública.

Os professores continuam a cumprir muito mais horas do que as legais 35;

O processo de avaliação (de professores) continua, na sua essência, a ser uma afronta à dignidade profissional (e ética) dos docentes;

A pressão para o instituir o facilitismo continua;

O estatuto do aluno… bom, aí é melhor nem falar.

Ora se as coisas estão na mesma por que é que os professores estão mais conformados?

Será que se deixaram seduzir pelo olhar aberto da senhora escritora? Pelos seu estilo estilo atontado?



Penso que não. Quero acreditar que não.

Pela minha parte faço o que tenho a fazer.

Para começar, vou começar por pedir horas extraordinárias de todas as reuniões intercalares que se aproximam. Sei que ninguém mas paga (se pagarem ofereço o dinheiro à escola para comprar material) mas pelo menos dou trabalho aos burocratas que dominam a tutela.

E, já agora, acredito que se 150 mil docentes fizessem o mesmo a coisa compunha-se.

(continua amanhã)

quarta-feira, outubro 20, 2010

A História

Todos ou quase todos os países tiveram os seus monstros: Hitler, Mussolini, Saddam e tantos outros (infelizmente).

Portugal também teve o seu. Mais pequeno – na verdade, de acordo com a dimensão do país – mas ainda assim uma figura suficientemente sinistra: Salazar.

Pequeno monstro, claro, mas com capacidade para matar e torturar com a mesma facilidade com que ao domingo se confessava nas católicas instituições preservativas – dizem-se – dos valores da Vida..

Dá-se o caso que, por vezes, as voltas da História trocam-nos as voltas e o que antes era inaceitável acaba por, em determinado momento ou contexto, fazer algum sentido.

Quero, com tudo isto dizer, ou melhor, confessar que começo a pensar – pelo menos a duvidar – se o Dr. Salazar não teria alguma razão quando (por outros motivos é certo) decretou ilegal a constituição do Partido Socialista. Digo isto a julgar pelo estado em que estes senhores que tomaram conta do partido deixaram o país!

Aos que, como eu, acreditam nos valores do (verdadeiro) socialismo… resta-me aconselhar-lhes uma música de Fernando Lopes-Graça: Acordai… povos que dormis!

quinta-feira, abril 01, 2010

O PEC


Em dois mil e cinco, votei no PS de Sócrates porque via que o país estava em crise e era preciso uma solução.


Em dois mil e cinco, meio ano depois de ter votado no PS de Sócrates, via o meu ordenado congelado durante a próxima eternidade e estava conformado com isso porque o País estava em crise e era preciso uma solução.


Em dois mil e seis, um ano depois de ter votado no PS de Sócrates, via a qualidade de vida dos Portugueses (e a minha, claro) degradar-se – Centros de Saúde que fechavam; Justiça ridicularizada; Hospitais com taxas moderadoras no internamento; Escolas Públicas com a qualidade de ensino condicionada… – tudo, porque o País estava em crise e não havia outra solução.


Em dois mil e sete, dois anos depois de ter votado no PS de Sócrates, via os socialistas de Sócrates justificarem os grandes banqueiros e empresários – eram um exemplo de boas práticas, diziam – quando estes se pavoneavam na TV a exibirem a quadruplicação dos lucros, numa relação inversamente proporcional à dificuldade dos Portugueses. Bom, mas Portugal estava a sair da crise e esta era a solução.


Em dois mil e oito, três anos depois de ter votado no PS de Sócrates, via o País a, alegadamente, sair da crise mas a deixar para trás os Portugueses por causa da especulação provocada pelos combustíveis da Galp e os Juros da Banca, naquilo que mais não era do que – segundo os socialistas de Sócrates – o actuar de acordo com as boas práticas do mercado.


Em dois mil e nove, quatro anos depois de ter votado no PS de Sócrates, via o País sobressaltado por causa das “boas práticas” da banca e os portugueses a meterem dinheiro a rodos nas mãos daqueles que, durante os tempos de crise e privação, se tinham exibido com as quadruplicações dos lucros. Eram tempos de crise e era preciso uma solução, diziam.


Em dois mil e dez, meio ano depois de não ter votado no PS de Sócrates, vêm-me – principalmente os socialistas de Sócrates – pedir novamente disponibilidade para participar numa solução porque o País está em crise.


Pois bem, na típica postura de Zé Povinho do Rafael Bordalo Pinheiro digo-vos: não! Desta vez não contem comigo.

quinta-feira, outubro 29, 2009

Ídolos

A SIC tornou-se numa estação de televisão de referência. Fruto de um trabalho contínuo, coerente e consistente feito ao longo dos anos.
É, inquestionavelmente, uma referência no plano informativo com o rigor da informação a que nos habituou, tanto no canal aberto como no SIC Notícias. Mas não só. Também ao nível do entretenimento: refiro-me, concretamente, (mas apenas a título de exemplo) ao “esmiúça os sufrágios”, um marco histórico no humor em Portugal.
Por toda esta excelência que, paulatina e gradualmente soube construir, a SIC não precisava de um programa como o “Ídolos”. Um espaço onde o único objectivo é fazer humor a partir da humilhação gratuita de outras pessoas. Degradante.
É pena!

quarta-feira, junho 10, 2009

Análise político-económica

Na sequência da vitória nas eleições europeias, Paulo Rangel "mandou" o governo parar com as grandes obras.

Tudo depende do resultado das próximas legislativas para, daí, se reavaliar como e quem vai construir o aeroporto e o TGV.

É tudo uma questão de legitimidade.

Eu explico melhor:
  • se for o PS a ganhar é a MOTA ENGIL que tem «legitimidade» para construir a obra;
  • se for o PSD essa «legitimidade» passa para a SOMAGUE/SOARES DA COSTA.

Simples, portanto!

:)

terça-feira, junho 09, 2009

Eleições Europeias - a Análise!!!

Numa altura em que o sistema neo-liberal de auto-regulação dos mercados está em crise com a recente crise, como é que se justifica que a Europa tenha “virado” à direita?

De facto, não foram os partidos do governo que foram derrotados a 7 de Junho. Foram (em síntesel) apenas os partidos de governo da área centro-esquerda. Porquê?
Tenho para mim que este é o resultado da alegada “renovação” dos Partidos Socialistas iniciada por Blair com a chamada terceira via.
Ou seja: os Partidos Socialistas perceberam - e bem - que se deviam modernizar face aos novos paradigmas da sociedade. Só que em vez de iniciarem esse processo de actualização, a partir de uma espécie de up-grade em relação à sua filosofia e estrutura ideológica, acharam que era «mais fácil» “meterem a ideologia na gaveta” e situarem-se ali próximo (ou até mesmo “em cima”) dos partidos de direita.
E digo «mais fácil» porque desta forma tornaram-se mais atractivos para os “agentes económicos” que “agem” no tal mercado liberalizado e auto-regulado e que até "gostam de «investir» em política".
Esta estratégia tem, naturalmente, muitas vantagens no curto prazo. Mas depois... é o que se começa a ver!

Contudo, voltemos à questão inicial:

Numa altura em que o sistema neo-liberal de auto-regulação dos mercados está em crise com a recente crise, como é que se justifica que a Europa tenha “virado” à direita?

Parece-me que a resposta é esta:
se inevitavelmente temos de viver (por falta de alternativa política) numa sociedade baseada nos princípios e valores neo-liberais, então que sejam os neo-liberais a tomar conta dela porque, ao menos sempre lidam com aquilo que sabem.
É mais ou menos a mesma face do princípio (adaptado) que diz que “assim como assim, e a ter de ser, que sejam os genuínos em vez das imitações.
E pronto… é esta a minha opinião!

segunda-feira, junho 08, 2009

Santana Castilho - Carta aberta (No Público)


Senhor primeiro-ministro:Como sabe, uma carta aberta é uma figura retórica. Usamo-la para dizer publicamente coisas que reputamos de interesse geral e para as quais queremos mobilizar os outros. É este o meu fito. Claro. Dispensando mantos negros de campanhas da mesma cor. A assinatura vai no fim. Responsabiliza e o senhor sabe quem se lhe dirige.Quer acredite, quer não, começo por lhe confessar que tenho, repetidas vezes, verdadeira compaixão de si e da vida que construiu ao longo dos últimos anos. Não se pode sentir bem, mesmo que se julgue um salvador. Porque, objectivamente, o país que resulta da sua governação está pior do que o país que tomou e porque são muitos os que o têm por carrasco das suas existências. É, por exemplo, o caso do grupo profissional a que pertenço, os professores. A ministra e os secretários de Estado que o senhor descobriu infernizaram um sistema de ensino que já não precisava de ajuda para ser medíocre. Mas foram longe no cumprimento da missão que lhes determinou. Tornaram-no um caos. A responsabilidade, primeira e última, de tudo quanto aqui disse à sua dilecta ajudante, no meu último artigo, é sua. Sua, senhor primeiro-ministro! O senhor tem vindo perseverantemente a destruir a credibilidade da escola pública, a hipotecar o futuro da juventude e, com ela, do país.Se aplicar a si próprio a ligeireza taylorista da avaliação do desempenho que impôs aos outros, estritamente assente em resultados, só pode concluir que falhou e não merece a renovação do contrato. Três exemplos, entre tantos: o senhor conseguiu a maior taxa de desemprego de sempre e uma dívida externa como nunca se viu na nossa história; sufocou-nos com a obsessão dos 3 por cento para, afinal, terminar a legislatura com um défice nunca antes atingido.O senhor, no partido e fora dele, rodeou-se de iluminados fanáticos que lhe têm feito crer que as suas posições - melhor dizendo, imposições - são as únicas razoáveis, ainda que diametralmente opostas às da maioria a quem se destinam. E não me venha com o discurso da legitimidade que conquistou nas urnas. Começou a perdê-la no dia seguinte, quando deixou de cumprir o que prometeu aos que em si votaram.Umas vezes de modo sub-reptício, outras de forma desavergonhada, fui assistindo à coacção social para aceitar ideias denominadas de progressistas, que não são mais que retrocessos civilizacionais. Falo da escola a tempo inteiro. Falo daquilo a que chamou escola inclusiva. Falo do desmembramento do Sistema Nacional de Saúde. Falo do desastre da Justiça e da produção legislativa pré-ordenada para fins diferentes dos do interesse colectivo. Falo do incentivo à bufaria e da continuada tentativa de domar a imprensa livre. Falo do TGV, do fim dos concursos públicos e dos ajustes directos, das derrapagens escandalosas de preços e dos favorecimentos mais que duvidosos. Falo do esbatimento desapropriado e inaceitável das fronteiras entre o Estado e o PS.Os funcionários públicos, em geral, e os professores, em particular, foram apresentados à população como os responsáveis pelos males do país. O senhor pulverizou carreiras em nome de uma modernização que ninguém vê. Tornou tudo precário. Deitou borda fora gente experiente e competente para acabar contratando em outsorcing depois. O último ajuste directo foi feito com Freitas do Amaral, por 72.000 euros, para rever a lei das fundações. Naturalmente que não está em causa a competência do professor. Em causa está o princípio. Em causa está a memória, que ainda não se apagou, de outro contrato para colectar, por mais do triplo daquele valor, imagine-se, uma legislação que qualquer secretaria-geral dominava e utilizava no dia-a-dia.Entrámos em campanha eleitoral. Três eleições seguidas, arrastadas, com os mesmos que nos trouxeram à encruzilhada a dizerem que têm as soluções para o país, sem que ninguém peça desculpa por ter sido protagonista dos mesmíssimos erros que aponta aos adversários. Entre eles, o senhor sobressai pela falta de credibilidade. Pelo que acabo de referir, a título paradigmático, mais pela falta de cabal e atempado esclarecimento de tanta trapalhada em que tem sido envolvido. Queria que a rectidão do seu carácter não fosse com frequência objecto de dúvida. Gostaria que os olhos nos olhos da argumentação política substituísse o absurdo e a mentira manipuladora do receituário definitivo. Mas como quer, por exemplo, que o cidadão comum tome a sério o combate apressado ao enriquecimento ilícito, simulado na mesma casa que se abriu, sem pudor político nem vergonha cívica, quase por unanimidade, ao deboche do financiamento partidário? Ou que seja generoso quando o vê, lá fora, ridiculamente exposto a falar em castelhano que não domina, ou a promover computadores manhosos numa cimeira internacional?Reconhecem-lhe dons oratórios. Discordo. O senhor é tão-só um pugilista da frase previamente fabricada (para o observador atento são significativos os seus erros discursivos: diz perdão, faz rewind e carrega no forward para prosseguir sem pestanejar). O seu vício para reduzir a argumentação ao pugilato verbal é irrecuperável, mesmo que a tarefa seja entregue à equipa de Obama que, dizem, vai contratar. Tenho para mim que o que mais o aproxima desse político é o tom da pele. Imagine como vejo grande a distância que vos separa e difícil a tarefa daqueles técnicos de comunicação. Sejam quais forem os resultados, o senhor já perdeu. Porque resignou um povo a viver explorado, sem esperança e sem alegria.
Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)

domingo, maio 31, 2009

sábado, maio 30, 2009

Manif 2

Menos gente do que na última mas mais, mito mais do que estava à espera.
Correu bem. Correu até muito bem.
Fixe!

Manif 1




Marquês de Pombal às 14.00 horas:




Confraternização e Concentração ou


Concentração e Confraternização?




Já que não temos por aqui nenhum marquês pelo menos temos a Pomba.

Cá vou eu

E pronto, cá estou eu. Metido num autocarro, abafado e quente, a caminho de Lisboa.
Nunca tinha andado nestas andanças e agora, no espaço de dois anos, eis-me aqui a caminho da terceira manifestação.
Ao contrário do que possa parecer, e para além de uma certa festa que há sempre nestas festas, o dia vai ser muito, muito, mas mesmo muito chato.

-Então por que é que me meto nisto quando, afinal, podia ficar em casa a gozar o merecido descanso de fim-de-semana? – é a pergunta que me faço procurando uma desculpa para ficar em casa.
- Por que é que vou e abdico de um Sábado com a minha filha?

Afinal não vou reivindicar aumento de ordenado.
Não vou reivindicar aumento de regalias.
Não vou reivindicar nada de especial que seja directamente para mim.
Mas vou reivindicar uma coisa muito especial para a minha filha: o direito de ela frequentar uma Escola séria, honesta, que a prepare para as exigências da sociedade actual.

Não admito que este governo e este ministério transforme a minha filha – os nossos filhos e os nossos jovens – em meros gráficos de barras coloridas que enfeitam uma qualquer estatística para apresentar em Bruxelas.

A minha filha – os nossos filhos e os nossos jovens – são um recurso precioso que vai continuar, no futuro, a construir Portugal. E não um recurso ao serviço e para sustentar o Governo.

É isto que vou reivindicar a Lisboa.

Para mim, reivindico apenas o direito à dignidade no trabalho. A pressão facilitista e laxista que nos querem impor diariamente fere gravemente a honra e a dignidade pessoal e profissional de cada professor.

Bom.. e agora que tudo corra bem.
Desta vez seremos menos mas estamo todos com a mesma convicção!

segunda-feira, maio 25, 2009

Eram Rosas... Foram Cardos




Marinho Pinto, com o seu estilo habitual, disse a manuela Moura Guedes o que ela já devua ter ouvido há muito tempo.

De facto, o seu mau jornalismo faz com que se confunda jornalismo de investigação com jornalismo de manipulação.

E, não sei se é esse o objectivo, mas com essa atitude faz com que, muitas vezes, perante uma qualquer escândalo, se começe a sentir simpatia pelos escandalosos.

A única coisa que não me pareceu bem, relativamente a Marinho Pinto, foi o facto de ele tratar a Manuela Moura Guedes como jornalista quando, afinal, ali ela está apenas no papel de esposa... esposa do Director da estação.

sexta-feira, abril 24, 2009

domingo, abril 12, 2009

Madrid I

Aproveitei a Semana Santa e o pequeno descanso que ela proporciona para “dar um saltinho” a Madrid.
Não sei porquê mas gosto daquela cidade.
Gosto dos prédios.
Gosto dos monumentos.
Gosto de passear pelo Sol e pela Gran Via.
Gosto de andar pelas ruelas estreitas.
Gosto de andar entre o Palácio Real/Ópera até à Praça Maior.
Gosto do ambiente.
Gosto dos músicos de rua.
Gosto de tapas.
Gosto… e pronto.
E como gosto, fui até lá.
E como fui até lá, ou melhor, como estive quatro dias por lá, não pude deixar de fazer as inevitáveis comparações.

Madrid II

Já não ia a Madrid há alguns anos. Foi, por isso, com alegre surpresa que verifiquei que o percurso entre Vilar Formoso e Madrid (com excepção de pequenos desvios devido a obras) já é praticamente todo feito numa espécie de auto-estrada. E é também com alegria no rosto que no final, isto é, 300 quilómetros depois, se constata que o preço é de… 8,05 euros (equivalente à última fase do percurso correspondente ao túnel de S. Rafael que atravessa a Serra de Guadarrama).
Estranha-se, ainda, que do outro lado, entre os espanhóis, não se ouça o argumento do “utilizador-pagador” e coisas desse género. Nem o argumento de que assim, andam os espanhóis a pagar, com os seus impostos, obras que depois são utilizadas por outros cidadãos de outras nações (como os portugueses, por exemplo).
Bem sei, bem sei… estes são argumentos usados por pessoas pequenas… mesquinhas. Por sociedades mais atrasadas e, se há coisa que os espanhóis não são é… atrasados.
Agora, uma coisa é certa: que eu vou ouvindo estes argumentos por aí, ai isso vou!

Madrid III - ASAE I

Não gosto de ASAE. Tem uma atitude arrogante e pidesca.
Fica a sensação de que é vingativa e capaz de fazer a vida negra a quem quer que ouse questioná-la.
Não se move pelo interesse público mas apenas pelo interesse pessoal . De acordo e ao sabor da vaidade dos seus elementos.
Esta é a minha opinião e pronto. Enquanto o delito de opinião não for outra vez criminalizado (por este andar, lá havemos de chegar), é apenas a minha opinião. Nada mais.
No entanto, uma coisa é certa: seja por causa da ASAE ou não, a verdade é que os nossos comerciantes, já vão mostrando mais respeito pelo consumidor do que os comerciantes do país vizinho.
Coisas como:
Quadro de ardósia colocado estrategicamente no passeio para que qualquer pessoa tropece nele a anunciar:
Menu: Primeiro prato + segundo prato mais postres mais bebida mais… mais… mais… = 8,90 euros.
Depois de sentado à mesa com o pão e a manteiga começarem a olhar para nós, portugueses esfomeados , é que somos informados que os menus anunciados só funcionam ao almoço… ao jantar, népia!

Ou então:

Letreiro colocado num café anuncia o Pequeno-almoço (tostada e café = 2 euros) Só… sem mais nada!
No momento de pagar, os 2 euros anunciados transformam-se em 3, 5 cobrados. Motivo: o que está anunciado refere-se ao pequeno-almoço ao balcão. Nas mesas é mais caro.
Então e onde é que isso está escrito? (sempre pergunto eu) .

F
inalmente:

Temos uma informação no hotel que nos diz que as visitas ao Palácio Real são gratuitas.
Já na fila para a dita visita temos tempo de ler todas as informações colocadas nos placards como horários de abertura, encerramento e coisas desse género.
O quadradinho reservado aos preços foi retirado para minha satisfação.
(Gosto de visitar monumentos mas gosto mais ainda quando as entradas são gratuitas).
Depois de uma hora na fila de espera, espera-me a triste desilusão de me pedirem 8 euros para poder entrar.

Opsss! Não… assim não vale – pensei eu.

E não entrei. Não foi propriamente pelos 8 euros.
Foi mais pelo facto de me sentir enganado.
Aproveitei para fazer uma reclamação (vá lá… é ou não é original? Quantos turistas, em férias, têm pachorra para fazer uma reclamação?) e depois... vim-me embora.