
O caso Afinsa está a ser tratado pelas autoridades – desta vez as espanholas – com a mesma subtileza que um elefante trata uma loja de cristais. Até à semana passada, quem entrasse num espaço Afinsa respirava sucesso... ele era o luxo dos sofás, da decoração, dos engravatados e engavetados folhetos que surgiam oportunamente no compasso certo daquela orquestração argumentativa a inspirar, expirar, respirar e transpirar confiança.
Entre aumentativos e outros que tais, surgia invariavelmente os pareceres emitidos por organismos credíveis...
...surgia naturalmente o clássico argumento “se tudo isto não fosse «sério» acha que as autoridades nos deixavam actuar com esta liberdade?”
De facto!
No meu caso concreto, valeu-me a rural filosofia que manda desconfiar da “galinha gorda por pouco dinheiro...”.
Em todo caso fica a pergunta: porquê só agora? Era necessário este estardalhaço todo? Não havia outra forma de lidar com a situação de modo a minimizar os prejuízos dos mais pequenos?
Lá, como cá, também há destas coisas. Lá, como cá, também se comem mexilhões!
Nota: Os espanhóis são, como sempre, exagerados! Chamam a isto uma Mega-fraude!
Que diriam então se tivessem um governo dito “de esquerda” a aplicar políticas de puro liberalismo selvagem...